27 de setembro de 2011

Temporada Palácio das Artes

Se não quiserem retornar aos tempos da palmatória, aguardo a todos nas próximas aulas!
Atenciosamente,
DONA Margarida


Curtíssima temporada da peça Apareceu a Margarida
Palácio das Artes - Teatro João Ceschiatti
07, 08 e 09.10
Sexta e sábado às 21h e domingo às 19h
Ingressos a R$10,00 e R$5,00
Mais informações: floresdejorge@gmail.com

18 de setembro de 2011

Sobre a aula de ontem

DONA Margarida ficou muito feliz com a aula de ontem no Barreiro.
Turma cheia, alunos obedientes e atentos.
DONA Margarida fica muito feliz de ministrar as suas aulas sempre!
Vamos passar com louvor no exame de admissão?
Atenciosamente,

DONA Margarida


Acompanhe as próximas aulas!

02.10- Centro Cultural Vila Fátima 18h Entrada Franca!

Dias 07, 08 e 09.10- Temporada Palácio das Artes
Sala João Ceschiatti - Sexta e sábado às 21h e domingo às 19h
Ingressos a R$10,00 e R$5,00 meia
                                                          Créditos da foto: Daniel Proztner

E o MESTRE?

 Enquanto as políticas públicas voltadas para a educação, e, principalmente, a sociedade não reconhecerem e legitimarem a importância do papel do mestre, estaremos validando uma sociedade de desiguais, de cidadãos nem tão cidadãos, de pessoas medíocres, que valorizam o TER em função do SER. Infelizmente é tal o descaso para com os professores em nível nacional, que as universidades e faculdades não conseguem preencher todas as vagas destinadas ao curso de pedagogia! Para onde caminhamos??? Professor não existe apenas para preparar alunos para o Enem ou para o Pré-Vestibular! Acorda gente!!! Professor existe para formar pessoas!

2 de setembro de 2011

Próxima aula!

17.09, às 18h,no Centro Cultural Urucuia Barreiro, DONA Margarida os aguarda para uma aula exemplar e espetacular.
Ça va san dire!
Mais informações: floresdejorge@gmail.com
Créditos da foto: Daniel Protzner

1 de setembro de 2011

Enquanto isso os projetos da Cultura continuam esperando...

Meus caros, quando se fala em políticas públicas voltadas para a cultura, o que se percebe é que há sempre uma atitude de "deixar para depois".
Apesar de intensos diálogos com a sociedade civil ainda no período do Ministro Juca Ferreira, em especial, no que diz respeito à refomulação da Lei Federal de Incentivo à Cultura, que mobilizou várias consultas públicas no país, o PROCULTURA, o Vale Cultura, o Sistema Nacional de Cultura e a questão concernente ao aumento do percentual do recurso destinado ao setor nas esferas municipal, estadual e federal, o clima é de "aguardar um pouco mais".


Repassando...

Atritos entre a atual gestão do Ministério da Cultura e congressistas estão atrasando os principais projetos legislativos do setor. Até o unânime Vale Cultura, que no final do ano passado já tinha sido aprovado em todas as comissões de Senado e Câmara, está parado no Congresso, embora pronto para ir a votação.




Em junho, o novo texto da Lei Rouanet (Procultura), subiu no telhado. Crítica pública do MinC à relatora do projeto, deputada Alice Portugal (PC do B/BA), irritou os deputados que participaram da aprovação do texto em todas as comissões da casa. No dia 15 de junho, em entrevista, o secretário de Fomento do MinC, Henilton Menezes, apontou problemas no texto aprovado e afirmou que a ministra Ana de Hollanda sugeria modificações.



“Causa espanto ver um secretário de uma pasta ministerial de um governo que se apresenta como de continuidade simplesmente ignorar todo o trabalho feito em torno da construção de um projeto de modificação da lei brasileira de incentivo à cultura”, reagiu a deputada Alice Portugal, que citou a reportagem do Estado em carta indignada à ministra da Cultura. Alice Portugal é titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.



A ministra se viu obrigada a ligar para Alice, para dizer quer aquela era “a opinião de uma pessoa do MinC”, mas não era a sua. Ana de Hollanda prometeu abrir os debates neste semestre para apresentar sua visão do Procultura.



A deputada Jandira Feghali (PC do B/RJ), que preside a Frente Nacional de Cultura no Congresso, já fala em convocar uma audiência para debater a nova postura do MinC face ao Procultura. O PC do B considera que há uma tentativa do ministério de “suprimir os avanços” do texto, debatido anteriormente em 10 audiências públicas.

Incentivo Cultural – Quatro propostas em tramitação no Congresso são prioritárias para o governo


Jornal da Câmara, em 17/9/2010 (HÁ QUASE UM ANO ATRÁS, VEJAM BEM O PROCESSO DECISÓRIO NA CULTURA...).



O Congresso Nacional analisa pelo menos dez propostas que poderiam significar um avanço nas políticas públicas para o setor cultural. O Ministério da Cultura lista quatro delas como essenciais para construir novo marco regulatório do setor: o PL 6722/10, que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura); o PL 5798/09, que cria o Vale-Cultura; a PEC 416/06, que cria o Sistema Nacional de Cultura; e o PL 6835/06, que cria o Plano Nacional de Cultura.



Segundo o secretário-executivo do ministério, Alfredo Manavy, enquanto o Procultura vai democratizar a distribuições de recursos do Estado para os realizadores culturais, o vale-cultura vai democratizar o acesso aos produtos e serviços culturais, beneficiando dez milhões de trabalhadores com um vale semelhante ao vale-transporte e ao vale-refeição.



“É a primeira política cultural que foca no consumo da população e não apenas no estímulo à produção cultural”, explica. “Todas essas medidas vão garantir que a cultura seja tratada como necessidade básica da população e um direito social do brasileiro”, complementa.




28 de agosto de 2011

Próxima aula margaridiana!

Caros alunos!
A próxima aula de DONA Margarida será no dia 17.09 às 18h no Centro Cultural Urucuia.
DONA Margarida manda informar que as aulas estão sendo dedicadas aos professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais que resistem bravamente à greve!
DONA Margarida está com vocês, professores guerreiros!
Ça va san dire!

21 de agosto de 2011

Impressões margaridianas da aula ontem em Venda Nova

DONA Margarida ficou muito contente com a aula de ontem no Centro Cultural Venda Nova.
Em um calor de derreter todos os neurônios, os alunos, inclusive alguns bem novinhos compareceram em peso à nossa aula.
Urucuia Barreiro, aguardem DONA Margarida!

7 de agosto de 2011

Agenda Apareceu a Margarida!

Acompanhem a agenda margaridiana!

20.08- Centro Cultural Venda Nova 18h


17.09- Centro Cultural Urucuia Barreiro 18h


02.10- Centro Cultural Vila Fátima 18h

Em novembro ou dezembro- Centro Cultural Salgado

Filho e Centro Cultural São Geraldo.

Entrada Franca nos Centros Culturais.



07, 08 e 09.10- sexta e sábado às 21h e domingo às 19h

Temporada público em geral Sala João Ceschiatti- Palácio das Artes


25 a 28/10- 20h30min- Temporada fechada para professores e alunos do EJA -Educação de Jovens e Adultosda Rede Municipal de Ensino-Biblioteca Pública Estadual Luis de Bessa


Créditos da foto: Daniel Protzner

26 de julho de 2011

Sobre a apresentação de São João Del Rei

Nossa, DONA Margarida ficou muitíssimo cansada com a aula de ontem, mas, extremamente feliz com o comportamento de seus alunos (uma sala completamente lotada, cerca de 300 alunos de diversas idades e carinhas).
DONA Margarida pensou até em passar uma deliciosa temporada em São João Del Rei!
Anotem a próxima aula!

20.08- 18h- Centro Cultural Venda Nova
Belo Horizonte - MG

Mais informações: floresdejorge@gmail.com

                                                      Créditos da foto: Daniel Protzner

21 de julho de 2011

Apareceu a Margarida em São João Del Rey!

                                                         Créditos da foto: Leo Koroth


Caríssimos, DONA Margarida estará no frio de São João Del Rey no próximo dia 25 de julho para mais uma aula espetacular!
Ela aguarda a todos vocês, melhor não decepcionarem DONA Margarida!


Apresentação dentro da programação do Festival de Inverno de São João Del Rey
Dia 25 de julho- 2a feira 19h
Teatro do Campus Santo Antônio
Mais informações: http://www.invernocultural.com.br/

14 de julho de 2011

Próximas apresentações

25.07.2011- Apresentação às 20h dentro da programação do Festival de Inverno de São João Del Rey

17.08.2011- Apresentação no Centro Cultural Venda Nova por meio de projeto aprovado junto à lei municipal de incentivo à cultura.

25 a 28.10.2011- Temporada para professores e alunos da Educação de Jovens e Adultos por meio de projeto aprovado junto à lei municipal de incentivo à cultura.


A confirmar!!
 
17.09- Apresentação no Centro Cultural Urucuia (Barreiro)- por meio de projeto aprovado junto à lei municipal de incentivo à cultura.


Novembro ou Dezembro - Apresentação no Centro Cultural Salgado Filho- por meio de projeto aprovado junto à lei municipal de incentivo à cultura.

12 de julho de 2011

Impressões margaridianas

Vejam que interessante a avaliação da aula de DONA Margarida pelo aluno Bruno!
É por isto que os artistas prosseguem na batalha diária do fazer teatral.
Salve Jorge!
Michelle Ferreira

Universidade Federal de Minas Gerais


Escola de Belas Artes - Teatro

Teorias do Texto Dramatúrgico e Espetacular

Professor Marcos Antônio Alexandre

Aluno Bruno David Adamy Guimarães

Junho/2011





ANÁLISE DO ESPETÁCULO

“APARECEU A MARGARIDA”





O Espetáculo “Apareceu a Margarida” de autoria Roberto Athayde, apresentado com adaptações pelo grupo “Flores de Jorge” sob a direção de Camilo Lélis, nos leva de volta às salas de aula. Mas não nos problematiza apenas a insuficiente educação brasileira desde muitos anos e sim, nos apresenta, de forma bem construída na personagem-título uma série de questionamentos da história dos governos do Brasil e da formação do nosso povo como consumidores ou, até mesmo, como mero espectadores e não cidadãos.

Apesar do texto ter sido escrito, à sua época, como uma alegoria da Ditadura Militar do Brasil, a remontagem feita pelo grupo “Flores de Jorge” não se torna um texto datado, muito pelo contrário, nos traz críticas a um Brasil contemporâneo sem deixar de lado as raízes históricas, políticas e sociais do nosso povo.

Neste aspecto, uma série de questionamentos é abordada. Mas esta abordagem não compõe a cena como adereço apenas e muito menos figura como uma questão meramente risível. De forma muito bem elaborada estas questões chegam ao público e permite, aos que quiserem e puderem, questionar a atual situação do país, fruto de uma série de outros acontecimentos anteriores à nossa época.

Temos diante de nós uma comédia, mas nem por isso vemos na apresentação a busca pelo riso fácil. De forma bem elaborada a apresentação não abusa das cenas de humor e por toda a peça temos cenas muitas bem dosadas, principalmente as mais erotizadas que não figuram apenas como apelação.

Mesmo vendo em alguns momentos da peça palavras de baixo calão e gestos obscenos, tais aspectos não nos chegam de forma gratuita, mas sim como mais um caractere na construção de um sentido maior e com uma finalidade também maior do que o provocar na plateia o riso ou a repulsa.

Ao entrarmos na sala de espetáculo temos o cenário à mostra onde podemos ver: Um quadro negro ao centro. Ao lado esquerdo temos uma cadeira e uma mesa para dona Margarida onde, nesta última, podemos ver “porcamente” desenhado um mapa do Brasil. No lado direito do palco, temos um lixo com uma bandeira do Brasil dentro. E por todo palco muito pó de giz.

Este cenário elaborado por Thiago Almeida não escapa à representação figurativa de uma sala de aula, mas traz jogo e agilidade ao desenrolar do espetáculo e às ações de dona Margarida. Alguns exemplos que podemos citar são, dentre outros: A transformação de uma régua sob a mesa em cruz, e esta cruz em arma. E o recipiente que serve de vaso para uma flor se torna uma garrafa de bebida. Em contra ponto à representação ilustrativa de uma escola, esta desconstrução e ressignificação do cenário é feita de maneira a enriquecer a encenação e não polui a cena, nem mesmo prejudica o desenvolvimento do espetáculo.

Ao início da peça/aula dona Margarida entra em cena e interpela aos alunos/espectadores: “[...] Tem alguém aí chamado Messias? E Jesus? Tem alguém aí chamado Jesus? E Espírito Santo? Tem alguém aí chamado Espírito Santo? [...]” E já que estes não estão presentes ela pode dar a aula à sua maneira, mas claro, fazendo com que aquele momento fosse de aprendizado “proveitoso” e “prazeroso”.

Uma outra preocupação de dona Margarida em sala de aula é com o Diretor, que pelas ações da professora nos desvela ser, por parte dela, um inimigo, um entrave. Mas, apesar disso, o Diretor e a sala do Diretor são sempre recorridos quando dona Margarida se vê pequena demais para assegurar sua autoridade, utilizando este símbolo, então, como símbolo máximo da pena infligida aos alunos que a desrespeitarem. E o pior é que poucos voltaram de lá e se voltaram tiveram sérios problemas, segundo ela.

Nas primeiras cenas já podemos ver os questionamentos a respeito da formação do nosso povo. Ao dizer quais são suas intenções no decorrer de suas aulas, dona Margarida, de forma muito polida discorre a respeito da formação do cidadão nas questões humana e social. E na verborragia que se segue, abre duas abas ao lado do quadro negro onde podemos ler: “Coca-Cola” e “Barbie” como se estes fossem grandes exemplos e não apenas grandes vendedores de valores supérfluos.

Ainda neste discurso de formação atribuída à escola dona Margarida deixa bem claro que a função de qualquer educandário e dela, por conseguinte, como professora, é mostrar aos seus alunos a importância de SER. E enquanto desanda a falar esta palavrinha SER, escreve no quadro negro uma outra, muito mais empregada nos dias atuais: TER. Esta ação causa um certo riso na plateia, mas, muito maior, é a elucidação em cena de um dos grandes problemas do século: o consumo desenfreado e, na maioria das vezes, motivado pela mídia que transforma o cidadão comum em mero comprador de bens e vulgas qualidades de um ser humano introduzido num século de modernidades.

E neste viés de construção de um comprador e espectador de acontecimentos que se tornam alheios a este homem. Aquele que deveria se tornar um cidadão passa a admitir e concordar com erros e desmandos de várias outras vertentes da sociedade que passam a implicar em sua vida de forma negativa, na maioria das vezes, sem que ele os perceba. Caracterizados nas ações tiranas de dona Margarida, uma obcecada pelo poder.

Este cidadão depravado moral e socialmente, questionado na peça, não é mais capaz de nada. Nem de cantar um hino besta que figura entre os mais belos no hinário da escola. Neste ponto, temos outra crítica presente na peça e bastante relevante, em que diz respeito a boa parte dos cidadãos brasileiros não saber ao menos cantar o hino nacional. Sem falar, claro, naqueles que não sabem escrever seu próprio nome.

Em várias cenas temos representado no caderno de dona Margarida a Constituição do Brasil. Na maioria das cenas a sua utilização entra em conflito com o que está sendo dito pela professora, se apresentando então como uma crítica às leis do Brasil que, muitas vezes, não regem nada ou regem para poucos, indo na contra-mão do que está nas várias laudas da nossa constituição.

A sonoplastia de Marina Viana na maioria das vezes vem na complementação do humor presente no texto. O que não diminui a importância deste recurso. A presença dos diversos efeitos sonoros da peça afunila e direciona o raciocínio dos espectadores, seja para o acesso dos espectadores mais leigos ao humor subliminar recorrente no texto de Athayde ou até mesmo como um vetor que impeça que estes divaguem e percam qual é o principal questionamento da peça.

A iluminação, apesar de variar pouco, já é suficiente e tem grande importância na construção do espetáculo, principalmente da personagem dona Margarida. E nesse último aspecto devemos nos ater mais. Os diversos estados de dona Margarida se tornam mais compreensíveis ao público graças à iluminação, que dá o toque necessário à complementação das ações da atriz que interpreta a personagem-título.

O figurino é um dos pontos fortes e figura em pé de igualdade com a importância do cenário na representação. As roupas de dona Margarida são as de uma professora clássica que reside na memória de cada um de nós. Um blazer e saia escuros. Nos cabelos, um coque e uns óculos ao meio do nariz para que dona Margarida possa ler e olhar por cima destes para os alunos/espectadores. E apesar de clássico, o figurino não se torna pobre na construção de dona Margarida. Isso se confirma nas diversas quebras das ações da personagem que reverberam no seu figurino. Por exemplo, na cena em que dona Margarida se mostra de forma mais sexualizada, quase promíscua; e no final do espetáculo, quando dona Margarida está totalmente descontrolada.

Quando à atuação de Michelle Ferreira como a personagem título, dona Margarida, podemos destacar vários pontos positivos. Percebemos de forma bastante clara o duelo entre o interior de dona Margarida e os conflitos com o público de alunos.

Michelle transita muito bem entre os diversos estados de dona Margarida e principalmente evidencia que o desequilíbrio da personagem é sintoma de um organismo social em crise e não de uma professora defasada e atormentada pelos seus sentimentos.

A atriz se porta muito bem no jogo com o público enquanto seus alunos, desde a imprevisibilidade da reação do público às ações de dona Margarida até a maneira como este vai se portar durante o espetáculo desde a entrada no teatro. As pessoas que se levantam, conversam e se mexem toda hora nas cadeiras. Ora, são os alunos dela e estão atrapalhando a sua aula de Ciências e muito mais que isso, a sua importância na formação daqueles que estão ali. De maneira bem orquestrada ela encaixa tais ações com o público, que não estavam nas rubricas, com o texto previamente ensaiado.

Outra ação interessante da atriz Michelle Ferreira enquanto dona Margarida é colocar no texto, sem descontextualizá-lo de sua intenção primeira, durante o espetáculo, referências ao local em que ela está se apresentando o que contribui no efeito cômico da peça sem se tornar cansativo.

E na cena final em que dona Margarida é “vencida” e se apresenta sem poder nenhum logo depois de se mostrar uma mulher completamente desequilibrada, a sua quebra e a transição entre as duas situações de poder e submissão são muito bem evidenciadas no corpo da atriz e nas ações, nem sempre com a utilização da voz articulada.

Mas nem tudo são flores. Em contraponto a esta última cena da peça, a atriz peca em uma outra. É a hora do intervalo, a hora em que dona Margarida sai de cena e o que fica é a própria Michelle. Ela não consegue transmitir ao público com suas ações que dona Margarida não está mais lá e que ela, como atriz ou mesmo como aluno/público, está distribuindo as pipocas no “recreio”. Apesar de ter executado bem outras ações muitos mais complexas para o entendimento do público, nesta foi preciso que ela dissesse que dona Margarida foi para a sala dos professores e que os alunos poderiam conversar e fazer o que quisessem naqueles minutos de intervalo.

Em suma, apesar deste pequeno deslize de atuação, o espetáculo como um todo não exagera em suas ações nem dá margem para que nada se tornasse redutível. Bem dirigido por Camilo Lélis e muito bem encenado por Michelle Ferreira, resguardando as devidas proporções, este espetáculo pouco perde para a primeira montagem que ocorreu há mais ou menos 25 anos atrás tendo como a intérprete da personagem-título Marília Pêra. Com a sua originalidade sem mutilar e descaracterizar o texto, e uma grande harmonia entre todos os aspectos que compõem qualquer espetáculo, “Apareceu a Margarida” do grupo Flores de Jorge é uma excelente pedida.



Créditos das fotos: Daniel Proztner

Referência
PAVIS, Patrice. A análise dos Espetáculos. São Paulo: Perspectiva, 2003.

Sobre as apresentações do Esquyna- Espaço Coletivo Teatral

DONA Margarida ficou muito satisfeita com as aulas de 5a feira (07.07- 50 alunos da Escola Estadual Sagrada Família) e sábado e domingo (09 e 10.07- público em geral).
Embora muitos alunos que estavam comprometidos a comparecerem às aulas tenham faltado...
Este butecos de Belo Horizonte ainda sufocarão a nossa educação e a nossa cultura!

8 de julho de 2011

Fotos de João Monlevade

Vejam DONA Margarida e seus alunos na apresentação de João Monlevade em 10 de junho!
CRÉDITOS DAS FOTOS: DANIEL PROTZNER

IMPORTANTE!!!
Alerto para as aulas de amanhã, sábado, dia 09, às 21h e domingo, dia 10, às 20h no Esquyna (Rua Célia de Souza, 571, Bairro Sagrada Família)










Experimentem faltarem para ver o que acontecerá!

30 de junho de 2011

Não percam! Curtíssima temporada da peça Apareceu a Margarida

Adoráveis alunos!


DONA Margarida está felicíssima, uma vez que na próxima semana retornará com as aulas.

Ela aguarda todos vocês, limpos, asseados, quietos e obedientes.

Nos vemos então.

Atenciosamente,

DONA Margarida

09 de julho- sábado às 21h e 10 de julho – domingo às 20h


Temporada no Esquyna- Espaço Coletivo Teatral

Rua Célia de Souza, 571, Bairro Sagrada Família

Ingressos a R$10,00 inteira e R$5,00 meia (para estudantes

portando comprovante de matrícula, maioridade e para professores

que comprovem o exercício da docência).

Apoio Cultural: Arnaldo Godoy – Esquyna: Espaço Coletivo e Girino - Teatro de Formas Animadas


                                                             Créditos da foto: Leo Koroth

24 de junho de 2011

Próximas aulas

Caríssimos, lembrem-se que temos novos encontros marcados nos dias 09 de julho, sábado às 21h e 10 de julho às 20h no Esquyna- Espaço Coletivo Teatral.
Rua Célia de Souza, 571 Bairro Sagrada Família
Mais informações: floresdejorge@gmail.com

Ça va san dire!

DONA Margarida

18 de junho de 2011

Chamada

Tem alguém aí chamado Messias?
Tem alguém aí chamado Jesus?
Tem alguém aí chamado Espírito Santo?
Não, não mesmo?
Ainda bem....

                                                       Créditos da foto: Leo Koroth



Apareceu a Margarida é o espetáculo mais recente da Flores de Jorge Cia Cênica.
A montagem é fruto do desejo de treze anos da atriz e gestora cultural Michelle Ferreira (cumprindo a promessa de que quando eu fizesse 30 anos montaria esta peça)  com a colaboração valiosíssima de Camilo Lélis, TiagoAlmeida, Iasmim Marques, Wellington Santos, Taimara Liz, Flávio Cravo, Marina Arthuzi e Marina Viana).

“Apareceu a Margarida” é a peça mais conhecida do escritor e diretor carioca Roberto Athayde, que a escreveu aos 22 anos de idade, em plena época da ditadura, na década de 70. Desde então, várias montagens, em diferentes épocas, com distintos atores, já foram encenadas no Brasil e em outros países. O monólogo traz a imagem da tirânica professora Margarida, que se utiliza de um amplo leque de recursos, desde a sedução e a chantagem, passando pela demagogia, até a repressão aberta, para maltratar a sua turma de alunos e envolvê-los no seu universo de desvario.



A dramaturgia fornece uma metáfora de impacto para representar criticamente a insidiosa violência da ditadura, então instalada no país em 1974, ano em que foi escrito. Porém, mais do que isso, o despotismo da personagem vem sendo tratado, desde então, como figura de linguagem para falar do discurso de poder, de todo regime de dominação tendo a sala de aula como microcosmo dessa sociedade disciplinar; o banco escolar como primeiro estágio para o adestramento.

13 de junho de 2011

Acompanhem a agenda do espetáculo Apareceu a Margarida




                                                         Créditos das fotos: Leo Koroth
Próximas apresentações
09 e 10 de julho - sábado às 21h e domingo às 20h
Esquyna - Espaço Coletivo Teatral
Rua Célia de Souza, 571 Bairro Sagrada Família Belo Horizonte
Ingressos a R$10,00 inteira e R$5,00 meia (maioridade, estudantes com comprovante de matrícula e professores que comprovem o exercício da docência).
Mais informações: floresdejorge@gmail.com

25 de julho - segunda-feira 20h
Apresentação no Teatro Municipal de São João Del Rey dentro da programação do Festival de Inverno


Veja por onde o espetáculo já passou:

10 de junho - João Monlevade
Dentro da programação do festival de Artes Cênicas

11 de maio - UFMG Auditório Belas Artes
Dentro da programação do projeto Quarta Doze e Trinta

09 de março - Itaguara - MG
Dentro da programação do Primeiro Congresso Municipal de Educação de Itaguara

20 de novembro a 12 de dezembro
Temporada no Teatro da Assembleia
Belo Horizonte - MG

15 e 17 de outubro
Temporada no Teatro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa
Belo Horizonte - MG

2 de junho de 2011

SOBRE A APRESENTAÇÃO DE APARECEU A MARGARIDA EM JOÃO MONLEVADE!

João Monlevade, 10 de junho de 2011
No frio de sexta-feira à noite, a população de João Monlevade compareceu à apresentação do espetáculo Apareceu a Margarida, no Centro Educacional.
Teatro lotado (cerca de 300 pessoas, dentre eles, pré-adolescentes, adolescentes, jovens, adultos, terceira idade) tornaram-se alunos da classe de DONA Margarida.
Plateia receptiva, atenta e que reagiu à algumas provocações margaridianas.
Muito interessante porque algumas reações que não aconteceram nas apresentações anteriores.
Público que aplaudiu a peça durante a encenação e também após o espetáculo.
Alunos que foram sensibilizados pela proposta da montagem.
Esta receptividade veio nos mostrar que estamos no caminho certo.
Salve Jorge!

DONA Margarida.                                                                 Créditos da foto: Leo Koroth


Mais informações: http://www.festivaldeartescenicas.com.br/