Apareceu a Margarida estreia nessa sexta, dia 15, às 21h no Teatro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa e reapresenta dia 17, domingo às 19h. (Praça da Liberdade, Funcionários).
Ingressos a R$20,00 inteira e R$10,00 meia (estudantes portando comprovante de matrícula e documento com foto, professores que comprovem o exercício da docência ou para os que tiverem passaporte cultural do Galpão Cine Horto).
Dona Margarida manda todos não faltarem à aula, senão...
11 de outubro de 2010
8 de outubro de 2010
Estreia da peça Apareceu a Margarida!
1- Sobre o texto
Apareceu a Margarida, foi escrita em 1971 pelo dramaturgo, escritor, diretor, cineasta e tradutor Roberto Athayde, quando ele contava com apenas 21 anos de idade. A peça é uma das mais montadas no Brasil, bem como em outros países, já tendo sido encenada em mais de trinta países e cerca de trezentas montagens já foram realizadas no mundo.
No monólogo, uma tirânica professora usa um amplo leque de recursos, da demagogia à sedução e à chantagem, para envolver a sua turma de alunos no seu universo de desvario. A peça é uma imagem do microcosmo do poder, tendo a sala de aula como primeiro espaço de adestramento.
Apesar de ser um texto que remete ao momento em que foi escrito, o período da ditadura militar no Brasil, a peça não é datada e trata de várias questões pertinentes ao universo contemporâneo, a exemplo dos discursos do poder, do autoritarismo e a manipulação das ideias a que frequentemente todas as pessoas são submetidas, em especial, à “ditadura do consumismo”.
2- Sobre a proposta da Cia Flores de Jorge
Como a peça permite várias interpretações e enfoques sobre a despótica professora Margarida, a Flores de Jorge Cia Cênica propôs focar a proposta cênica nos discursos do poder, em suas várias instâncias, representados na emblemática figura de Dona Margarida.
O processo de criação da montagem, que durou nove meses, não traz o texto na íntegra e propôs alguns cortes e adaptações, tendo como propósito atualizar a dramaturgia para o século XXI e concentrar nos trechos mais relevantes da peça. Antes da estreia, vários ensaios abertos chamados de aulas abertas, foram realizados para estabelecer uma interlocução mais direta entre a atriz e a plateia, uma vez que no texto e na encenação, o público é pressentificado como os alunos de Dona Margarida.
O espetáculo foi viabilizado sem recursos das leis de incentivo.
3- Sobre a Flores de Jorge Cia Cênica e a equipe envolvida nesse projeto
Apareceu a Margarida é o segundo trabalho da Flores de Jorge Cia Cênica, criada em 2006, e o primeiro trabalho solo da atriz Michelle Ferreira.
O primeiro espetáculo da companhia foi a peça Hotel Açucenas, que discorre sobre histórias de vida das profissionais do sexo da rua Guaicurus, que contou com a dramaturgia de Pollyana Costa Santos e direção de Fábio Furtado e no qual Michelle dividiu a cena com a atriz Lucilene França.
Apareceu a Margarida também possibilitou ao ator Camilo Lélis assinar a sua primeira direção profissional.
A produção da peça contou ainda com vários profissionais que trabalharam de forma colaborativa com a atriz e o diretor (a ficha técnica completa segue abaixo).
Para a Cia Flores de Jorge, a peça estreia em um momento “estratégico”: no dia do professor, homenagem a esse profissional que luta todos os dias para efetivar uma educação de melhor qualidade e no momento de pós-eleição dos governantes em âmbito estadual, e, quando o Brasil caminha para o segundo turno que elegerá o novo (ou a nova) presidente do país.
Ficha TécnicaApareceu a Margarida
Texto: Roberto Athayde com adaptações do grupo
Direção: Camilo Lélis
Elenco: Michelle Ferreira
Voz da última cena: Alexandre Toledo
Criação de cenário e adereços: Tiago Almeida
Confecção de cenário e adereços: Tiago Almeida
Criação de Figurino: Iasmim Marques
Costureira: Lionéia de Almeida Marques e Maristela da Silveira Campos
Iluminação: Marina Arthuzzi
Sonoplastia: Marina Viana
Técnico de som e de luz: Wellington Santos
Projeto Gráfico: Tiago Almeida
Fotos: Leo Koroth
Filmagem: Fábio Britto
Assistência de produção: Taimara Liz
Colaboração da produção: Elbert Tales
Bilheteria Teatro da Assembléia: Mariana Moreno
Produção: Michelle Ferreira
Realização: Flores de Jorge Cia Cênica
4- Informações sobre a temporada
Estreia temporada Apareceu a Margarida:
15.10, dia do professor, 6a feira, às 21h no Teatro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa
Praça da Liberdade, 21, Bairro Funcionários
Apresentação também no dia 17.10, domingo às 19h
Ingressos a R$20,00 inteira e R$10,00 meia para estudantes portando comprovante de matrícula e documento com foto, professores que comprovem o exercício da docência e para os que tiverem Passaporte Cultural do Galpão Cine Horto.
Segunda temporada:
Teatro da Assembléia Legislativa de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 30 Bairro Santo Agostinho
Novembro
20, 21, 27 e 28/11
Dezembro
04, 05, 11 e 12/12
Sábado às 21h e domingo às 19h
Ingressos a R$20,00 inteira e R$10,00 meia para estudantes portando comprovante de matrícula e documento com foto, professores que comprovem o exercício da docência e para aqueles que tiverem o Passaporte Cultural Galpão Cine Horto.
18 de julho de 2010
Apareceu a Margarida!
Não tem jeito para mim, caso de polícia mesmo!
Toda vez que eu acabo um processo de produção eu digo "não vou peitar mais tanta energia, tanto trabalho e tanta despesa com teatro".Lá vai eu depois de algum tempo fazer outra coisa!
Então, em setembro, outubro estreia "Apareceu a Margarida". Texto de Roberto Athayde. Direção: Camilo Lélis.
Tem alguém aí chamado Jesus???
Aguardem!!!
Toda vez que eu acabo um processo de produção eu digo "não vou peitar mais tanta energia, tanto trabalho e tanta despesa com teatro".Lá vai eu depois de algum tempo fazer outra coisa!
Então, em setembro, outubro estreia "Apareceu a Margarida". Texto de Roberto Athayde. Direção: Camilo Lélis.
Tem alguém aí chamado Jesus???
Aguardem!!!
9 de fevereiro de 2010
Pra quê que serve isto?
Pra quê que serve isto?
Pra quê que serve isto? Com esta frase, uma profissional do sexo que trabalha em um hotel na Rua dos Guaicurus, hipercentro de BH, queria saber o que levava aqueles “jovens estranhos”, que éramos nós, andando nos corredores do hotel, a pesquisar as mulheres da zona. Esse trabalho de campo culminaria, no ano de 2007, no espetáculo “Hotel Açucenas”, direção de Fábio Furtado, dramaturgia de Pollyana Costa Santos e no qual eu integraria o elenco, juntamente com Lucilene França, Matheus Santanna e, posteriormente, Mário Barro, além, claro, de todas as demandas de produção que eu enfrentaria. Enfim...
Mas, voltando à pergunta acima, o questionamento Daquela mulher levou-me a pensar seriamente no para quê desse penoso trabalho em visitar mulheres, no querer desvendar suas histórias, mas, principalmente, no motivo que levaria estas questões a serem debatidas na cena, tendo ainda um público como cúmplice.
São Jorge, pra quê que serve isto?
Quantas vezes, nós, trabalhadores do teatro, nos deparamos com essa e outras questões cruciais ao nosso ofício? O que nos impulsiona a perder uma vida social que nossos amigos,de outras atividades, podem usufruir, a ensaiarmos exaustivamente até tarde da noite após um longo e cansativo dia de trabalho, a chegarmos em nossos lares e não termos nada para saciar a fome, a perdermos tantas festas de aniversários e outras confraternizações, a pagarmos, enfim, muitíssimas vezes, para podermos viabilizar os nossos espetáculos, para que eles não fiquem somente no plano das ideias?
Naquele dia, parada na porta de um quarto fedendo a cigarro e a perfume, achei engraçada a pergunta Daquela mulher, que nos questionava, com seus grandes olhos, no motivo do nosso interesse por aquelas vidas que “desfloreciam a cada dia” naquele lugar e, ao mesmo tempo, vidas tão peculiares, histórias tão interessantes...
No entanto, ela considerava a todos nós pessoas “excêntricas”, por disponibilizarmos a caminhar por aqueles hotéis e querermos desvendar seu tempo passado, presente, e por que não, futuro... que futuro talvez, estivesse reservado, à elas e a nós do teatro!
Pra quê que serve isto?
Hoje, esta pergunta reverbera fortemente em mim, cada vez que tenho que optar em seguir adiante no ofício de atriz... O que conduz a cada de um de nós, na senda teatral? O que aconteceria se todos os atores do mundo morressem ou simplesmente desaparecessem?
Será que, além de nossos familiares e amigos, a sociedade sentiria a nossa falta, faria um minuto de silêncio sequer, a todos os loucos desbravadores do teatro?
Pra quê que serve isto?
Não sei, acredito que não. Ao mesmo tempo, uma força, quase sobrenatural, nos sobrepuja à luta diária, a não deixar que os sonhos fiquem no “etéreo” e que uma nova maneira de ver, pensar e posicionar no mundo possa conduzir a todos nós, a um lugar melhor, um espaço onde não há espaço para a mediocridade, onde a lei do “menor esforço”, ou “ganhe vantagens a qualquer preço”, “traia o seu melhor amigo, se preciso for”, ganhe lugar na sociedade.
Talvez o teatro seja um dos poucos lugares, onde verdades, não as científicas, possam ser reveladas. Verdades que possam pertencer a cada de um de nós, ao coletivo e, portanto, pra isto que serve o teatro.
Michelle Ferreira
Guerreira de São Jorge.
Pra quê que serve isto? Com esta frase, uma profissional do sexo que trabalha em um hotel na Rua dos Guaicurus, hipercentro de BH, queria saber o que levava aqueles “jovens estranhos”, que éramos nós, andando nos corredores do hotel, a pesquisar as mulheres da zona. Esse trabalho de campo culminaria, no ano de 2007, no espetáculo “Hotel Açucenas”, direção de Fábio Furtado, dramaturgia de Pollyana Costa Santos e no qual eu integraria o elenco, juntamente com Lucilene França, Matheus Santanna e, posteriormente, Mário Barro, além, claro, de todas as demandas de produção que eu enfrentaria. Enfim...
Mas, voltando à pergunta acima, o questionamento Daquela mulher levou-me a pensar seriamente no para quê desse penoso trabalho em visitar mulheres, no querer desvendar suas histórias, mas, principalmente, no motivo que levaria estas questões a serem debatidas na cena, tendo ainda um público como cúmplice.
São Jorge, pra quê que serve isto?
Quantas vezes, nós, trabalhadores do teatro, nos deparamos com essa e outras questões cruciais ao nosso ofício? O que nos impulsiona a perder uma vida social que nossos amigos,de outras atividades, podem usufruir, a ensaiarmos exaustivamente até tarde da noite após um longo e cansativo dia de trabalho, a chegarmos em nossos lares e não termos nada para saciar a fome, a perdermos tantas festas de aniversários e outras confraternizações, a pagarmos, enfim, muitíssimas vezes, para podermos viabilizar os nossos espetáculos, para que eles não fiquem somente no plano das ideias?
Naquele dia, parada na porta de um quarto fedendo a cigarro e a perfume, achei engraçada a pergunta Daquela mulher, que nos questionava, com seus grandes olhos, no motivo do nosso interesse por aquelas vidas que “desfloreciam a cada dia” naquele lugar e, ao mesmo tempo, vidas tão peculiares, histórias tão interessantes...
No entanto, ela considerava a todos nós pessoas “excêntricas”, por disponibilizarmos a caminhar por aqueles hotéis e querermos desvendar seu tempo passado, presente, e por que não, futuro... que futuro talvez, estivesse reservado, à elas e a nós do teatro!
Pra quê que serve isto?
Hoje, esta pergunta reverbera fortemente em mim, cada vez que tenho que optar em seguir adiante no ofício de atriz... O que conduz a cada de um de nós, na senda teatral? O que aconteceria se todos os atores do mundo morressem ou simplesmente desaparecessem?
Será que, além de nossos familiares e amigos, a sociedade sentiria a nossa falta, faria um minuto de silêncio sequer, a todos os loucos desbravadores do teatro?
Pra quê que serve isto?
Não sei, acredito que não. Ao mesmo tempo, uma força, quase sobrenatural, nos sobrepuja à luta diária, a não deixar que os sonhos fiquem no “etéreo” e que uma nova maneira de ver, pensar e posicionar no mundo possa conduzir a todos nós, a um lugar melhor, um espaço onde não há espaço para a mediocridade, onde a lei do “menor esforço”, ou “ganhe vantagens a qualquer preço”, “traia o seu melhor amigo, se preciso for”, ganhe lugar na sociedade.
Talvez o teatro seja um dos poucos lugares, onde verdades, não as científicas, possam ser reveladas. Verdades que possam pertencer a cada de um de nós, ao coletivo e, portanto, pra isto que serve o teatro.
Michelle Ferreira
Guerreira de São Jorge.
12 de fevereiro de 2009
5a feira com manteiga...
Sabe, dos dias da semana a minha predileção é pela 5a e 6a feira. Não sei porquê me preocupo com isso: todos os meus dias são iguais, de muito trabalho graças ao meu bom Deus, não mudando de cor se é 5a ou 3a, enfim...
Bem pessoal, a minha criatividade sai que nem pipoca, estou escrevendo uma peça agora. Daqui a pouco coloco alguns trechos para vocês lerem minhas idéias mirabolantes...
ai, ai...
Falando sério agora: já foi ao teatro, ao cinema ou a uma galeria essa semana? Olha só, muita coisa bacana, de graça ou a preço acessível. Tem o VerãoArtecontemporânea, tem Mostra de Cenas no espaço do Grupo Teatro Invertido 5a e 6a 19:30 (Célia de Souza 571 Sagrada Família), enfim, o que não dá é pra ficar vendo novela da globo todas as noites... A vida é mais bela e inteligente do que isso né pessoal!
Beijos, muito axé e bom fim de semana pra todos!
Salve São Jorge!
P.S: Atenção empresas que não enfrentam a crise: preciso captar a circulação do Hotel Açucenas, please!
Bem pessoal, a minha criatividade sai que nem pipoca, estou escrevendo uma peça agora. Daqui a pouco coloco alguns trechos para vocês lerem minhas idéias mirabolantes...
ai, ai...
Falando sério agora: já foi ao teatro, ao cinema ou a uma galeria essa semana? Olha só, muita coisa bacana, de graça ou a preço acessível. Tem o VerãoArtecontemporânea, tem Mostra de Cenas no espaço do Grupo Teatro Invertido 5a e 6a 19:30 (Célia de Souza 571 Sagrada Família), enfim, o que não dá é pra ficar vendo novela da globo todas as noites... A vida é mais bela e inteligente do que isso né pessoal!
Beijos, muito axé e bom fim de semana pra todos!
Salve São Jorge!
P.S: Atenção empresas que não enfrentam a crise: preciso captar a circulação do Hotel Açucenas, please!
8 de fevereiro de 2009
Pra meu São Jorge
Ogum dilê meu pai tô lhe chamando...
Ogum dilê meu pai tô lhe esperando...
Com sua espada e sua lança na mão
Ogum dilê é vencedor de demanda.
Ogum dilê meu pai tô lhe esperando...
Com sua espada e sua lança na mão
Ogum dilê é vencedor de demanda.
6 de fevereiro de 2009
Então
Agora sim, entra em fevereiro as coisas começam a caminhar um pouco mais!
Depois do carnaval então nem se fala, acelera!
Nada contra o carnaval, muito pelo contrário, amo!
Gente, falando sério, gostaria de divulgar alguns sites de associações que fazem um trabalho super importante e super bacana junto às profissionais do sexo.
Então, o GrupoDAVIDA do Rio que tem à frente nada mais que Gabriela Leite, importantíssima atividade junto à causa das profissionais: www.davida.org.br
O site da Rede de Prostitutas que interligam várias associações do país:
www.redeprostitutas.org.br
E o site da Daspu, grife que já deu o que falar, com uma confecção bacanérrima criada pelas profissionais do sexo e que hoje tem um trabalho super reconhecido pela competência dessas mulheres: www.daspu.com.br
É isso aí minha gente: precisamos lutar pra que esse mundo lindo que Deus nos proporcionou seja livre de preconceitos, sejam eles oriundos de gênero, raça, qualquer coisa péssima.
E essas mulheres merecem nosso respeito e dignidade acima de tudo!
Salve Jorge!
Depois do carnaval então nem se fala, acelera!
Nada contra o carnaval, muito pelo contrário, amo!
Gente, falando sério, gostaria de divulgar alguns sites de associações que fazem um trabalho super importante e super bacana junto às profissionais do sexo.
Então, o GrupoDAVIDA do Rio que tem à frente nada mais que Gabriela Leite, importantíssima atividade junto à causa das profissionais: www.davida.org.br
O site da Rede de Prostitutas que interligam várias associações do país:
www.redeprostitutas.org.br
E o site da Daspu, grife que já deu o que falar, com uma confecção bacanérrima criada pelas profissionais do sexo e que hoje tem um trabalho super reconhecido pela competência dessas mulheres: www.daspu.com.br
É isso aí minha gente: precisamos lutar pra que esse mundo lindo que Deus nos proporcionou seja livre de preconceitos, sejam eles oriundos de gênero, raça, qualquer coisa péssima.
E essas mulheres merecem nosso respeito e dignidade acima de tudo!
Salve Jorge!
28 de janeiro de 2009
A Lei de Causa e Efeito...
Não se iludam, a lei de causa e efeito funciona sempre!
Portanto, cuida das atitudes para contigo e com o próximo!
Cuida do seu caminho trilhado pelas flores ou pelos espinhos...
Portanto, cuida das atitudes para contigo e com o próximo!
Cuida do seu caminho trilhado pelas flores ou pelos espinhos...
4 de outubro de 2008
Sobre o registro..
Há muito tempo perdi o hábito de deixar registrado nesse espaço impressões sobre meus trabalhos e sobre a produção cultural de BH.
Por isso esse registro é para falar um pouco sobre a importância do próprio registro na arte: escrever sobre processos de criação e seus resultados (parciais ou não); é um hábito pouco arraigado entre nós na artistas! E quão importante é deixar o registro de nossos trabalhos, principalmente em se tratando do teatro, a arte efêmera por natureza!
Registrar é deixar um pouco da história de cada um de nós, da luta de um coletivo por fazerem-se artistas em uma sociedade preocupada o tempo todo com bens palpáveis, e não bens para o bem estar da alma!
Deixar também a marca de nossos caminhos, seus erros e acertos e, quiçá, que isso sirva de caminho para outros artistas.
Deixemos a preguiça de lado e passamos à reflexão de nossas felicidades e angústias na arte para a caneta e o teclado!!!
Salve Jorge todos os artistas!
Por isso esse registro é para falar um pouco sobre a importância do próprio registro na arte: escrever sobre processos de criação e seus resultados (parciais ou não); é um hábito pouco arraigado entre nós na artistas! E quão importante é deixar o registro de nossos trabalhos, principalmente em se tratando do teatro, a arte efêmera por natureza!
Registrar é deixar um pouco da história de cada um de nós, da luta de um coletivo por fazerem-se artistas em uma sociedade preocupada o tempo todo com bens palpáveis, e não bens para o bem estar da alma!
Deixar também a marca de nossos caminhos, seus erros e acertos e, quiçá, que isso sirva de caminho para outros artistas.
Deixemos a preguiça de lado e passamos à reflexão de nossas felicidades e angústias na arte para a caneta e o teclado!!!
Salve Jorge todos os artistas!
13 de agosto de 2008
Divagações
Vento...
contemplo o pensamento que escapa da dor
a certeza de ser artista é de estar preparado para tudo (até mesmo o nada)
e de às vezes estar só em suas empreitadas
nem todos lutam por um mesmo ideal não é mesmo?
(em tempos pós-modernos o ditado é "salve-se quem puder")
contemplo o pensamento que escapa da dor
a certeza de ser artista é de estar preparado para tudo (até mesmo o nada)
e de às vezes estar só em suas empreitadas
nem todos lutam por um mesmo ideal não é mesmo?
(em tempos pós-modernos o ditado é "salve-se quem puder")
4 de julho de 2008
Hotel Açucenas no Festival de Inverno de Diamantina
Para aqueles que não puderam comparecer à nossa última temporada:
"Hotel Açucenas" no Festival de Inverno da UFMG em Diamantina
Terça-feira dia 22 de julho às 21:30h
Teatro Casa da Glória.
Salve Jorge! e ajude-nos a divulgar.
"Hotel Açucenas" no Festival de Inverno da UFMG em Diamantina
Terça-feira dia 22 de julho às 21:30h
Teatro Casa da Glória.
Salve Jorge! e ajude-nos a divulgar.
3 de junho de 2008
Promessa divina
Prometo, ao Deus Baco do Teatro,
esforçar-me para que a poesia se faça mais presente na minha vida..
assim como a cena, a escrita, a música.
(o melhor seria eu ser a mulher maravilha, Michas maravilha, eta lerê)
esforçar-me para que a poesia se faça mais presente na minha vida..
assim como a cena, a escrita, a música.
(o melhor seria eu ser a mulher maravilha, Michas maravilha, eta lerê)
Flores Horizontais...
às vezes algumas canções dizem mais do que mil palavras e cem mil lágrimas!
só isso que eu digo:
Flores Horizontais
Elza Soares
Composição: Oswald de Andrade / Zé Miguel Wisnik
Flores Horizontais,flores da vidaflores brancas de papel,da vida rubra de bordel,flores da vidaafogadas nas janelas do luarcarbonizadas de remédios, tapas, pontapés,escuras flores puras, putas, suicidas, sentimentais.Flores horizontais.Que rezais?
Com Deus me deito.Com Deus me levanto.
só isso que eu digo:
Flores Horizontais
Elza Soares
Composição: Oswald de Andrade / Zé Miguel Wisnik
Flores Horizontais,flores da vidaflores brancas de papel,da vida rubra de bordel,flores da vidaafogadas nas janelas do luarcarbonizadas de remédios, tapas, pontapés,escuras flores puras, putas, suicidas, sentimentais.Flores horizontais.Que rezais?
Com Deus me deito.Com Deus me levanto.
29 de abril de 2008
Pelas flores...
Por Isabela... Alices, Marias... todas as singelezas desse mundo que são arrancadas de forma abrupta deixo meu suspiro!
Há algo que se perde no homem cada vez que vejo notícias de pessoas queridas que matam seus inocentes: o afeto pelo que lhe era mais terno...
estupidez desvairada....
11 de abril de 2008
Flor...
Nada a declarar...
apenas sensações póstumas de dever cumprido! Bem cumprido.
Cansaço desabrochado...
ado
cado
falo
apenas sensações póstumas de dever cumprido! Bem cumprido.
Cansaço desabrochado...
ado
cado
falo
31 de março de 2008
Quem bate no Hotel
Ontem de manhã recebo uma notícia: uma das mulheres que pesquisamos e que tornou-se uma de nossas flores iria assistir ao Hotel Açucenas.
Gelo na barriga pois essas mulheres são as visitas mais aguardadas em nosso espetáculo, afinal, o espetáculo foi feito pra elas!
Começo o trabalho e inconscientemente procuro a moça com o perfil da flor... ela está bemà frente do próprio quarto de sua personagem.
Fico pensando que tipo de reflexão ou sentimento deve passar por ela ao se ver retratada ali...
Ao final, ela chora. Corro pra minha amiga que refaz essa mulher que a abraça. Quando vou ao seu encontro amigos correm à conversar comigo.
A perco na Santos Dumont.
Queria tanto poder trocar algumas palavras de gratidão por essa criatura que nos deu esse presente no domingo.
Mas fica uma certeza.. que esse trabalho valeu a pena por a ter tocado de alguma forma...
Gelo na barriga pois essas mulheres são as visitas mais aguardadas em nosso espetáculo, afinal, o espetáculo foi feito pra elas!
Começo o trabalho e inconscientemente procuro a moça com o perfil da flor... ela está bemà frente do próprio quarto de sua personagem.
Fico pensando que tipo de reflexão ou sentimento deve passar por ela ao se ver retratada ali...
Ao final, ela chora. Corro pra minha amiga que refaz essa mulher que a abraça. Quando vou ao seu encontro amigos correm à conversar comigo.
A perco na Santos Dumont.
Queria tanto poder trocar algumas palavras de gratidão por essa criatura que nos deu esse presente no domingo.
Mas fica uma certeza.. que esse trabalho valeu a pena por a ter tocado de alguma forma...
27 de março de 2008
Por enquanto...
Querido blog diário:
Mil perdões...
Quebrei a promessa de traçar uns rabiscos diários em vc...
Coisas cotidianas práticas me impediram disso.
Prometo depois da temporada e do concurso voltar com força total.
Quero te dizer que a temporada tem sido bacana,
pessoas interessantes e interessadas na platéia;
gente pegando no pé nas instituições burocráticas e arcaicas (com dor no cotovelo)
seleção que foi feita a grosso modo pra um festival...
gente saindo sensibilizada do teatro...
e isso é o que importa no final né?
Beijos e me guarde tá?
Michelle- Me guardando...
Mil perdões...
Quebrei a promessa de traçar uns rabiscos diários em vc...
Coisas cotidianas práticas me impediram disso.
Prometo depois da temporada e do concurso voltar com força total.
Quero te dizer que a temporada tem sido bacana,
pessoas interessantes e interessadas na platéia;
gente pegando no pé nas instituições burocráticas e arcaicas (com dor no cotovelo)
seleção que foi feita a grosso modo pra um festival...
gente saindo sensibilizada do teatro...
e isso é o que importa no final né?
Beijos e me guarde tá?
Michelle- Me guardando...
10 de março de 2008
Da cena ao que não se formata...
Re-estreamos o nosso espetáculo "Hotel Açucenas" esse fim de semana no Centro Cultural UFMG depois de muito stress, dentro e fora da cena. Fora principalmente com instituições públicas arcaicas desprovidas de um mínimo de sensibilidade para lidar com o humano e artístico de cada um.
Desperto domingo às oito e meia da meia da manhã depois de sonhar a noite toda com a parede do espaço a reformar e que eu precisava procurar pincéis novos para a cena. Meu Deus, é verdade que vivi tudo aquilo ontem em cena?
Por mais que se tenha uma partitura, um corpo, um estado para cada uma das minhas "flores" de personagens, existe aquilo que não é palpável e que se transfigura a cada espetáculo...
Meu Deus, como essa platéia é silenciosa ou como essa é pertubadora, ou como é inquisidora...
Como o que reverbera dentro de mim muda de cor a cada apresentação.
Sábado eu era uma atriz vermelha de guerra, ontem era lilás à procura de mudanças...
Esse trabalho... acho que posso dizer isso aqui, me forçou a mudar para uma outra mulher como nenhuma outra coisa feita antes por mim, pessoinha pequena, que parece uma menina, só parece...
O que se vive em cena é a nossa própria alma em estado de plenitude, é ser tanta coisa e ao mesmo tempo não ser nada, só deixar ser...
Desperto domingo às oito e meia da meia da manhã depois de sonhar a noite toda com a parede do espaço a reformar e que eu precisava procurar pincéis novos para a cena. Meu Deus, é verdade que vivi tudo aquilo ontem em cena?
Por mais que se tenha uma partitura, um corpo, um estado para cada uma das minhas "flores" de personagens, existe aquilo que não é palpável e que se transfigura a cada espetáculo...
Meu Deus, como essa platéia é silenciosa ou como essa é pertubadora, ou como é inquisidora...
Como o que reverbera dentro de mim muda de cor a cada apresentação.
Sábado eu era uma atriz vermelha de guerra, ontem era lilás à procura de mudanças...
Esse trabalho... acho que posso dizer isso aqui, me forçou a mudar para uma outra mulher como nenhuma outra coisa feita antes por mim, pessoinha pequena, que parece uma menina, só parece...
O que se vive em cena é a nossa própria alma em estado de plenitude, é ser tanta coisa e ao mesmo tempo não ser nada, só deixar ser...
3 de março de 2008
Só pra não esquecer...
Dizem que o peixe morre pela boca...
mas quem não chora não mama.
E quem tem boca vai à Roma.
Ou ao Hotel Açucenas!
De 08/03- Dia da Mulher ao dia 06/04- domingo bom
sábados e domingos 19h.
Ingressos a R$14,00 inteira e R$7,00 inteira.
mas quem não chora não mama.
E quem tem boca vai à Roma.
Ou ao Hotel Açucenas!
De 08/03- Dia da Mulher ao dia 06/04- domingo bom
sábados e domingos 19h.
Ingressos a R$14,00 inteira e R$7,00 inteira.
27 de fevereiro de 2008
Buscando forças
Me ajuda São Jorge Guerreiro!
Procuro força viva em minhas personagens... ou será que eu sou delas?
O estado latente de revolta perante aqueles que não compartilham da batalha me deixa sem força.
É muito mais fácil ser só atriz...
muito mais do que ser uma atriz e Guerreira!
Estar na guerra é mais latente do que estar em cena.
E na luta enfraqueço,
enfraqueço e desapareço na cena.
Apenas momentaneamente
o tempo pra recuperar o fôlego
e dizer sim à todo esse sonho de concretude árida.
Procuro força viva em minhas personagens... ou será que eu sou delas?
O estado latente de revolta perante aqueles que não compartilham da batalha me deixa sem força.
É muito mais fácil ser só atriz...
muito mais do que ser uma atriz e Guerreira!
Estar na guerra é mais latente do que estar em cena.
E na luta enfraqueço,
enfraqueço e desapareço na cena.
Apenas momentaneamente
o tempo pra recuperar o fôlego
e dizer sim à todo esse sonho de concretude árida.
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